quinta-feira, 8 de abril de 2010

A MULTIDÃO DE ROBÔS

Acordei hoje com uma sensação ruim!

Apesar do dilúvio ter sido a dois dias atrás, o Rio ainda está em luto. Quer dizer, parte dele está em luto.

-Observo as pessoas e parece que elas criam um bloqueio ou, realmente não ligam. Vivo rodeada de gente que tem posses, que vivem bem, que o máximo que essa tragédia afetou foi na caminhada à beira mar, ou como no meu caso, num engarrafamento dentro de um carro com ar condicionado.

Li a notícia no jornal do pai de família que foi ajudar o vizinho que teve sua casa soterrada e logo depois perdeu três filhos no mesmo local. E aí me pergunto: Onde está o nosso sentimento? As pessoas continuam vivendo como se nada tivesse acontecido. Soltam sorrisos, falam de futebol, querem mais dinheiro.

Parece que somos robôs programados para, simplesmente, passar pelas coisas. E, quanto mais as pessoas tem, mas elas se comportam dessa forma. Não olham pro seu semelhante.

Acho que o pior de todas essas tragédias que tem acontencido ao redor do mundo é perceber que os seres humanos estão perdendo a compaixão. Que os ricos e poderosos vivem cada vez mais em seus mundos e esqueçem que sozinhos não são ninguém.

Vivo numa multidão de robôs, e por muitas vezes, me incluo nessa multidão. Pois, mesmo que inconscientemente, esqueço de olhar pro lado. Não quero ser assim, não quero me transformar em ganância. Não quero esqueçer que há um mundo inteiro aí fora que chora, enquanto satisfaço os mais banais desejos.

Acho que o virus da ignorância ainda não me pegou. Que achem logo a cura pra ela!

Um comentário:

  1. Confesso que muitas vezes viro um "robô", mas nem é de maldade. As tragédias têm sido algo tão comum no mundo, que acabam não incomodando mais, pois o comum vira banal e o banal não agride, não machuca...

    Espero que um dia tragédias sejam algo muito distante da nossa realidade.

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